Existe um um novo projeto que foi recentemente enviado para GitHub do Google, e ele se chama “Fuchsia”. É um novo sistema operacional e, apesar de aparecer na fonte de repositório de código aberto, conta com apenas oito pessoas e pouca coisa se sabe sobre ele até agora. Na verdade, o que ele nos deixa são perguntas: do que se trata? Qual será o seu foco? E para que tipo de dispositivos ele está sendo desenvolvido?

Bem, há algumas pistas para responder essas perguntas, embora não haja nenhum anúncio oficial do Google. O projeto está em seus primeiros estágios de desenvolvimento e, em um chatlog IRC distribuído no popular agregador de notícias de tecnologia Hacker News, Brian Swetland, engenheiro-sênior de software do Google, declarou que “a decisão tomada foi de construí-lo em código aberto, então podia muito bem começar lá desde o início”.

Aparentemente, o sistema não tem relação com o Android nem com o Chrome, e nem mesmo é baseado em qualquer Linux existente. O Fuchsia faz uso de um novo microkernel chamado Magenta, que por sua vez é derivado do Little Kernel, escrito em C. O Fuchsia teria sido projetado para ser executado em uma série de diversos dispositivos, incluindo Internet das Coisas. É possível rastrear a ligação entre os dois projetos no GitHub.

O Magenta também pode ser usado em dispositivos móveis e até mesmo em desktops. Ainda assim, o mais provável é que o novo sistema operacional do Google seja focado no emergente mercado de Internet das Coisas (IoT), um ecossistema em rápida evolução de redes e dispositivos, de vários níveis de tamanho e complexidade – muito embora o Google tenha revelado recentemente o Android Things, um OS focado justamente no IoT.

Mas ainda há rumores de que o Fuchsia se tornaria a base para uma nova geração do Chrome e/ou Android, permitindo que esses sistemas atendessem as necessidades do futuro. Com a realidade aumentada e realidade virtual aumentando as demandas de hardware e software, um sistema operacional mais simplificado facilitaria a expansão dessas aplicações sem a necessidade de um upgrade mais radical.

Possibilidades para teorias não faltam. Por exemplo, Nick Mediati do PC World especulou que o Google poderia usar o Fuchsia ao invés do Linux como base para as versões de última geração do Chrome OS e Android, bem como o sistema operacional de outros dispositivos Google, como o Chromecast.

De qualquer forma, é um projeto no qual vale a pena ficar de olhos bem abertos – principalmente a concorrência. E você, quais são suas teorias sobre o novo sistema operacional do Google?

 

Fonte: github