Após tensos meses em que o futuro da Huawei no mercado dos smartphones parecia em cheque, a tecnológica chinesa foi obrigada a considerar um plano B. A sua alternativa ao sistema operativo Android da Google, apelidada pela própria de HongMeng, ou Harmony OS na Europa.

Felizmente, as tensões amenizaram e agora a empresa define o propósito do Harmony OS.

Harmony OS Android Google Huawei


Era a dúvida que teimava em não se calar. Afinal, qual será o futuro dos smartphones da Huawei? Será que continuarão a utilizar o Android da Google, ou serão obrigados a seguir o plano B? Agora, temos finalmente a resposta definitiva de que carecíamos, com a escolha a recair na continuidade.
Harmony OS ou Android? Que futuro para a Huawei?
Ainda que inicialmente fosse apontado como o substituto ad hoc para o Android, agora temos uma nova luz. De acordo com Catherine Chen, vice-presidente sénior da Huawei, o HongMeng ou Harmony OS como é conhecido na Europa, não foi concebido para substituir a plataforma da Google.

Em declarações à imprensa internacional, a fabricante de smartphones mostra-se agora mais segura da posição de ambos os sistema. Ao propósito, recordamos a cobertura recente, onde se apontava o Harmony OS para a próxima Smart TV da Honor, não num smartphone propriamente dito.

As declarações da executiva de topo foram feitas no âmbito de uma discussão dos resultados da Huawei. Veja-se, aliás, que estes foram claramente positivos, ainda que a Europa tenha apresentado uma notória retração, ainda que esta tenha sido colmatada pelo aumento da procura na China.
A manutenção do sistema Android da Google
Assim que Donald Trump voltou a dar luz verde à Huawei, o clima de tensão prévia amainou. No entanto, foram necessárias algumas semanas até que os trâmites legais de administrativos surtissem efeito, permitindo a retoma das relações comerciais entre a Huawei e a Google, entre outras.
Agora sim, clarifica-se a postura prévia de Liang Hua, outro dos executivos da Huawei. De acordo com esta fonte, a empresa ainda não havia decidido se apostaria no Harmony OS, ou esperaria pelo Android da Google. Mantendo então todas as hipóteses em aberto, vemos agora a opção pela manutenção.

Ainda de acordo com Hua, o sistema foi concebido como uma solução de baixa latência para dispositivos IoT. Aliás, nas palavras do próprio “foi criado para utilização industrial“.
Na prática, operou-se uma inversão da postura da Huawei. Ao passo que durante o bloqueio comercial imposto pelos EUA, a empresa o aclamou como substituto do Android, agora vemos uma realidade distinta. Algo que também ajudará a manter a relação de confiança já estabelecida com o consumidor.
Não é algo que a Huawei queira. Estamos felizes por pertencer à família Android, mas o HongMeng está a ser testado, sobretudo na China, afirmou previamente Richard Yu.
Em suma, agora que os EUA levantaram as restrições comerciais, o status quo anterior a maio volta a ser reposto. Ainda assim, torna-se claro que talvez a tecnológica chinesa não estivesse assim tão pronta para seguir o seu próprio rumo.